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Salmo 127

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Salmos

"ORAI PELA PAZ DE JERUSALÉM! SEJAM PRÓSPEROS OS QUE TE AMAM. REINE PAZ DENTRO DE TEUS MUROS E PROSPERIDADE NOS TEUS PALÁCIOS. POR AMOR DOS MEUS IRMÃOS E AMIGOS, EU PEÇO: HAJA PAZ EM TI! POR AMOR DA CASA DO SENHOR, NOSSO DEUS, BUSCAREI O TEU BEM" SALMOS 122.6-9
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sábado, 30 de maio de 2009

Morre o ex-presidente israelense Efraim Katzir

Katzir recebeu visita histórica de presidente egípcio, em 1997.
Nascido na Ucrânia, estava na Palestina desde 1925.


O ex-presidente de Israel, Efraim Katzir (1973-1978), faleceu neste sábado, aos 93 anos, informou a rádio pública israelense.

Katzir, membro do Partido Trabalhista, foi quem recebeu o presidente egípcio Anuar al Sadat em sua visita histórica a Israel em 1977.

Nascido na Ucrânia, chegou em 1925 a Palestina, então sob mandato britânico.

Depois da criação de Israel, em 1948, assumiu o cargo de chefe do Departamento Científico do Ministério da Defesa.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Campanha do agasalho 2009 . Saiba como Particpar.

video
O Blog Leão de Judá Está participando da Campanha do agasalho 2009,
em Parceria com o TOP BLOG.

Maiores informações procure o Fundo de Solidariedade e
Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo
ou do seu respectivo município. No site da Campanha do
Agasalho você poderá encontrar o contato em seu município.

2. Escreva dando
sugestões para melhorar este Manual.
Contamos com a solidariedade,
a colaboração e a criatividade
de cada um de vocês.
Dúvidas:
Manual de Procedimentos
2588-5738
www.campanhadoagasalho.sp.gov.br
E-mail: campanhadoagasalho@sp.gov.br

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Anjos da Guarda você acredita que existe?

Angelologia Bíblica.
Ao nosso redor há um mundo espiritual poderoso, populoso e de recursos superiores ao nosso mundo visível. Bons e Maus espíritos passam em nosso meio, de um lugar para o outro, com grande rapidez e movimentos imperceptíveis. Alguns desses espíritos se interessam pelo nosso bem estar, outros porém, estão empenhados em fazer-nos o mal. Muitas pessoas questionam se existem realmente tais espíritos ou seres, quem são, onde se encontram e o que fazem.A palavra de Deus é a única fonte de informação que merece confiança, e que possui respostas para estas perguntas. Ela deixa claro que há outra classe de seres superiores ao homem. Esses seres habitam nos céus e formam os exércitos celestiais, a inumerável companhia dos servos invisíveis de Deus. Esses são os anjos de Deus, os quais estão sujeitos ao governo divino, e o importante papel que têm desempenhado na história da humanidade torna-os merecedores de referência especial. Existem também aqueles, pertencentes a mesma classe de seres, que anteriormente foram servos de Deus mas que agora se encontram em atitude de rebelião contra seu governo.A doutrina dos anjos segue logicamente a doutrina de Deus, pois os anjos são fundamentalmente os ministros da providência de Deus. Essa doutrina permite-nos conhecer a origem, existência, natureza, queda, classificação, obra e destino dos anjos.

A origem dos anjos
A época de sua criação não é indicada com precisão em parte alguma, mas é provável que tenha se dado juntamente com a criação dos céus (Gn 1:1 ). Pode ser que tenham sido criados por Deus imediatamente após a criação dos céus e antes da criação da terra, pois de acordo com Jó 38:4-7, rejubilavam todos os filhos de Deus quando Ele lançava os fundamentos da terra. Que os anjos não existem desde a eternidade é mostrado pelos versículos que falam de sua criação ( Ne 9:6 , Sl 148:2,5; Cl 1:16 ). Embora não seja citado número definido na Bíblia, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande ( Dn 7:10; Mt 26:53; Hb 12:22 ).

A natureza dos anjos
3.1- São seres espirituais e incorpóreos. Os anjos são descritos espíritos, porque diferentes dos homens, eles não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimenta-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19:1-3). Que os anjos são incorpóreos está claro em Ef 6.12, onde Paulo diz que “a nossa luta não é contra a carne nem sangue, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”. Outras referências: Sl 104:4; Hb 1:7,14; At 19:12; Lc 7:21; 8:2; 11:26; Mt 8:16; 12.45. Não têm carne nem ossos e são invisíveis ( Cl 1:16).3.2- São um exército e não uma raça.As Escrituras ensinam que o casamento não é da ordem ou do plano de Deus para os anjos (Mt 22:30; Lc 20:34 -36 ), portanto não se caracteriza uma raça. No Velho Testamento por cinco vezes os anjos são chamados de “filhos de Deus” ( Gn 6:2,4; Jó 1:6; 2:1; 38:7 ) mas nunca lemos a respeito dos “filhos dos anjos”. Os anjos sempre são descritos como varões, porém na realidade não tem sexo, não propagam sua espécie ( Lc 20:34-35 ).Várias passagens das Escrituras indicam que há um número muito grande de anjos (Dn 7:10; Mt 26:53; Sl 68:17; Lc 2:13; Hb 12:22 ), e são repetidamente mencionados como exércitos do céus ou de Deus. No Getsêmani, Jesus disse a um discípulo que queria defendê-los dos que vieram prendê-lo: “Acaso pensas que não posso rogar ao meu pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos”? ( Mt 26:53 ). Portanto, seu criador e mestre é descrito como “Senhor dos Exércitos”. É evidente que eles são criaturas e portanto limitados e finitos. Apesar de terem mais livre relação com o espaço e o tempo do que o homem, não podem estar em dois ou mais lugares simultaneamente.
3.3- São seres racionais morais e imortais.Aos anjos são atribuídas características pessoais; são inteligentes dotados de vontade e atividade. O fato de que são seres inteligentes parece inferir-se imediatamente do fato de que são espíritos (2 Sm 14:20; Mt 24:36 , Ef 3:10; 1 Pe 1:12; 2 Pe 2:11). Embora não sejam oniscientes, são superiores ao homens em conhecimento (Mt 24:36) e por ter natureza moral estão sob obrigação moral; são recompensados pela obediência e punidos pela desobediência. A Bíblia fala dos anjos que permanecerem leais como “santos anjos” ( Mt 25:31; Mc 8:38; Lc 9:26; At 10:22; Ap 14:10) e retrata os que caíram como mentirosos e pecadores (Jo 8:44; 1 Jo 3:8-10).A imortalidade dos anjos está ligada ao sentido de que os anjos bons não estão sujeitos a morte (Lc 20:35-36), além de serem dotados de poder formando o exército de Deus, uma hoste de heróis poderosos, sempre prontos para fazer o que o Senhor mandar ( Sl 103:20; Cl 1:16; Ef. 1:21; 3:10; Hb 1:14) enquanto que os anjos maus formam o exército de Satanás empenhados em destruir a obra do Senhor (Lc 11:21; 2 Ts 2:9; 1 Pe 5:8 ).Ilustrações do poder de um anjo são encontradas na libertação dos apóstolos da prisão ( At 5:19; 12:7) e no rolar da pedra de mais de 4 toneladas que fechou o túmulo de Cristo (Mt 28:2 )

4. A classificação dos anjos
4.1- Anjos bons e anjos maus Há pouca informação sobre o estado original dos anjos. Porém no dia de sua obra criadora Deus viu tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Pressupõe-se que todos os anjos tiveram um boa condição original (Jo 8:44; 2 Pe 2:4; Jd 6). Os anjos bons são chamados “anjos eleitos” (1 Tm 5:21) e evidentemente receberam graça suficiente para habilitá-los a manter sua posição de perseverança, pela qual foram confirmados em sua condição e agora são incapazes de pecar . São chamados também de “santos anjos ou anjos de luz” (2Co 11:14). Sempre contemplam a face Deus (Lc 9:26), e tem vida imortal ( Lc 20:36 ). Sua atividade mais elevada é a adoração a Deus ( Ne 9:6; Fp 2:9-11; Hb 1:6; Jó 38:7; Is 6:3; Sl 103:20; 148:2 Ap 5:11).4.2- Quatro tipos de anjos bons:1. Anjos: Tanto no grego quanto no hebraico a palavra “anjo” significa “mensageiro”. São exércitos como seres alados (Dn 9:21; Ap 14:6) para nos favorecer. Desde a entrada do pecado no mundo, eles são enviados para dar assistência aos herdeiros da salvação (Hb 1:14). Eles se regozijam com a conversão de um pecador (Lc 15:10), exercem vigilância protetora sobre os crentes (Sl 34:7; 91:11), protegem os pequeninos (Mt 18:10), estão presentes na igreja (1 Tm 5:21) recebem aprendizagem das multiformes riquezas da graça de Deus (Ef 3:10; 1 Pe 1:12) e encaminham os crentes ao seio de Abraão (Lc 16:22,23). A idéia de que alguns deles servem de anjos da guarda de crentes individuais não tem apoio nas Escrituras. A declaração de Mt 18:10 é geral demais, embora pareça indicar que há um grupo de anjos particularmente encarregado de cuidar das criancinhas. At 12:15 tampouco o prova, pois esta passagem mostra apenas que, naquele período primitivo havia alguns, mesmo entre discípulos, que acreditavam em anjos guardiães.Embora os anjos não constituam um organismo, evidentemente são organizados de algum modo. Isto ocorre do fato de que ao lado do nome geral “anjo”, a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar classe de anjos. O termo grego “angelos” (anjos = mensageiros ) também e freqüentemente aplicado a homens (Mt 11:10; Mc 1:2; Lc 7:24; 9:52; Gl 4:14). Não há nas Escrituras um nome geral, especificamente distintivo, para todos os seres espirituais. Eles são chamados filhos de Deus, (Jó 1:6; 2:1) espíritos (Hb 1:14), santos (Sl 89:5,7; Zc 14:5; Dn 8:13 ), vigilantes (Dn 4:13,17). Contudo, há nomes específicos que indicam diferentes classes de anjos.

2. Querubins: São responsáveis pela guarda da entrada do paraíso (Gn 3:24), observam o propiciatório (Ex 25:18,20; Sl 80:1; 99:1; Is 37:16; Hb 9:5) e constituem a carruagem de que Deus se serve para descer à terra (2 Sm 22:11; Sl 18:10). Como demonstração do seu poder de majestade, em Ez 1º e Ap 4º são representados simbolicamente como seres vivos em várias formas. Mais do que outras criaturas, eles foram destinados a revelar o poder, a majestade e a glória de Deus, e a defender a santidade de Deus no jardim do Éden, no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à terra.

3. Serafins: Mencionados somente em Is 6:2,6, constituem uma classe de anjos muito próxima dos querubins. São representados simbolicamente em forma humana com seis asas cobrindo o rosto, os pés e duas prontas para execução das ordens do Senhor. Permanecem servidores em torno do trono do Deus poderoso, cantam louvores a Ele e são considerados os nobres entre os anjos.

4. Arcanjos: O termo arcanjo só ocorre duas vezes nas escrituras (1 Ts 4:16; Jd 9), mas há outras referências para ao menos um arcanjo, Miguel. Ele é o único a ser chamado de arcanjo e aparece comandando seus próprios anjos (Ap 12.7) e como príncipe do povo de Israel (Dn 10:13,21; 12.1). A maneira pela qual Gabriel é mencionado também indica que ele é de uma classe muito elevada. Ele está diante da presença de Deus (Lc 1:19) e a ele são confiadas as mensagens de mais elevada importância com relações ao reino de Deus (Dn 8:16; 9:21).

Obs.:
Principados, potestades, tronos e domínios: A Bíblia menciona certas classes de anjos que ocupam lugares de autoridades no mundo angélico, como principados e potestades (Ef 3:10; Cl 2:10), tronos (Cl 1:16), domínios (Ef 1:21; Cl 1:16 ) e poderes (Ef 1:21 , 1 Pe 3:22). Estes nomes não indicam espécies de anjos, mas diferenças de classe ou de dignidade entre eles. Embora em Ef 1:21 a referencia parece incluir tanto anjos bons quanto os maus, nas outras passagens essa terminologia se refere definitivamente apenas aos anjos maus (Rm 8:38; Ef 6:12; Cl 2:15). 4.3- Anjos Maus Os anjos foram criados perfeitos e sem pecado, e como o homem dotado de livre escolha. Sob a direção de Satanás, muitos pecaram e foram lançados fora do céu (2 Pe 2:4; Jd 6). O pecado, no qual eles e seu chefe caíram foi o orgulho. Alguns tem pensado que a ocasião de rebelião dos anjos foi a revelação da futura encarnação do Filho de Deus e a obrigação deles o adorarem. Segundo as Escrituras, os anjos maus passam o tempo no inferno (2 Pe 2:4) e no mundo, especialmente nos ares que nos rodeiam. (Jo 12:31; 14:30; 2 Co 4:4; Ap 12:4,7-9). Enganando os homens por meio do pecado, exercem grande poder sobre eles (2 Co 4:3,4; Ef 2:2; 6:11,12); este poder está aniquilado para aqueles que são fieis a Cristo, pela redenção que ele consumou (Ap 5:9; 7:13,14). Os anjos não são contemplados no plano da redenção (1 Pe 1:12), mas no inferno foi preparado o eterno castigo dos anjos maus (Mt 25:41).Os anjos maus são empregados na execução dos propósitos de Satanás, que são opostos aos propósitos de Deus, e estão envolvidos nos obstáculos e danos contra a vida espiritual e o bem estar do povo de Deus.

A queda dos anjos
5.1- O fato da sua queda Tudo nos leva a crer que os anjos foram criados em estado de perfeição. No capitulo 1º de Gênesis, lemos sete vezes que o que Deus havia feito era bom. No ultimo versículo deste capitulo lemos “Viu Deus tudo o quanto fizera, e eis que era muito bom”. Isso certamente inclui a perfeição dos anjos em santidade quando originalmente criados. Algumas pessoas acham que Ez 28:15 se refere a Satanás. Se for assim, ele é definitivamente mostrado como tendo sido criado perfeito. Mas diversas passagens mostram alguns dos anjos como maus (Sl 78:49; Mt 25:41; Ap 9:11; Ap 12:7-9). Isto se deve ao fato de terem deixado seu próprio principado e habitação apropriada (Jd 6) e pecado (2 Pe 2:4). Não há duvida que Satanás tenha sido o chefe da apostasia. Is 14:12 e Ez 28:15-17 parece lamentar a sua queda.

5.2- A época de sua queda

Nas Escrituras não há referência de quando ocorreu a queda dos anjos, mas deixa claro que se deu antes da queda do homem, já que Satanás entrou no jardim na forma de serpente e induziu Eva a pecar (Gn 3).5.3- A causa de sua queda.De acordo com as Escrituras o universo e a criatura eram originalmente perfeitos. A criatura tinha originalmente a capacidade de pecar ou não. Ela foi colocada na posição de poder fazer qualquer uma das duas coisas sem ser obrigada a optar por uma delas. Em outras palavras, sua vontade era autônoma. Portanto, conclui-se que a queda dos anjos se deu devido a sua revolta deliberada e auto-determinada contra Deus. Grande prosperidade e beleza parecem ser apontadas como possíveis causas. Em Ez 28:11-19, o rei de Tiro parece simbolizar Satanás e diz-se que ele caiu devido a essas coisas.Ambição desmedida e o desejo de ser mais que Deus parecem ser outra causa. O rei da Babilônia é acusado de ter essa ambição, ele também parece simbolizar Satanás (Is 14.13-14). Em qualquer um dos casos o egoísmo, descontentamento com aquilo que tinha e o desejo de ter tudo o que os outros tinham, foi a causa da queda de Satanás e de outros anjos que o seguiram.

5.4- O resultado de sua queda


1. Todos eles perderam a sua santidade original e se tornaram corruptos em natureza e conduta (Mt 10:1; Ef 6:11-12; Ap 12:9);

2. Alguns deles foram lançados no inferno e estão acorrentados até o dia do julgamento (2 Pe 2:4); 3. Alguns deles permanecem em liberdade e trabalham em definida oposição à obra dos anjos bons (Ap 12:7-9; Dn 10:12,13,20,21; Jd 9);

3. Pode também ter havido um efeito sobre a criação original. A terra foi amaldiçoada ao pecado de Adão (Gn 3:17-19) e a criação está gemendo por causa da queda (Rm 8:19-22). Não é improvável, portanto, que o pecado dos anjos tenha tido algo a ver com a ruína da criação original no capítulo 1º de Gênesis;

4. Eles serão, no futuro, atirados para a terra (Ap 12:8-9), e após seu julgamento (1 Co 6:3), no lago de fogo e enxofre (Mt 25:41; 2 Pe 2:4; Jd 6).

Os demônios
As Escrituras não descrevem a origem dos demônios. Essa questão parece ser parte do mistério que rodeia a origem do mal. Porém, as Escrituras dão claro testemunho da sua existência real e de sua posição (Mt 12:26-28). Nos Evangelhos aparecem os espíritos maus desprovidos de corpos, que entram nas pessoas, das quais se diz que têm demônios. Os efeitos desta possessão se evidenciam por loucura, epilepsia e outras enfermidades, associadas principalmente com o sistema mental e nervoso (Mt 9:33; 12:22; Mc 5:4,5). O indivíduo sob a influência de um demônio não é senhor de si mesmo; o espírito fala através de seus lábios ou emudece à sua vontade; leva-o aonde quer e geralmente o usa como instrumento, revestindo-o às vezes de uma força sobrenatural.Quando examinam as Escrituras, algumas pessoas ficam em dúvida se os demônios devem ser classificados juntamente com os anjos ou não; mas não há dúvida de que na Bíblia, há ensino positivo concernente a cada um dos dois grupos.Ainda que alguns falem em “diabos”, como se houvesse muitos de sua espécie, tal expressão é incorreta. Há muitos “demônios”, mas existe um único “diabo”. Diabo é a transliteração do vocábulo grego “diabolos”, nome que significa “acusador” e é aplicado nas Escrituras exclusivamente a Satanás. “Demônio” é a transliteração de “daimon” ou “daimonion”.

6.1- A natureza dos demônios

1. São seres inteligentes (Mt 8:29,31; 1 Tm 4:1-3; 1 Jo 4:1 e Tg 2:19), possuem características de ações pessoais o que demonstra que possuem personalidade (Mc 1:24; Mc 5:6,7; Mc 8:16; Lc 8:18-31);

2. São seres espirituais (Lc 9:38,39,42; Hb 1:13,14; Hb 2:16; Mt 8:16; Lc 10:17,20); 3. São reputados idênticos aos espíritos imundos, no Novo Testamento;

3. São seres numerosos (Mc 5:9) de tal modo que tornam Satanás praticamente ubíquo por meio desses seus representantes;

4. São seres vis e perversos - baixos em conduta (Lc 9:39; Mc 1:27; 1 Tm 4:1; Mt 4:3);

5. São servis e obsequiosos (Mt 12:24-27). São seres de baixa ordem moral, degenerados em sua condição, ignóbeis em suas ações, e sujeitos a Satanás.

6.2- As atividades dos demônios

1. Apossam-se dos corpos dos seres humanos e dos irracionais (Mc 5:8, 11-13);

2. Afligem aos homens mental e fisicamente (Mt 12:22; Mc 5:4,5);

3. Produzem impureza moral (Mc 5:2; Ef 2:2);

Satanás
7.1- Sua origem

Alguns afirmam que Satanás não existe, mas observando-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte: “Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que ele não existe?”Satanás aparece nas Escrituras como reconhecido chefe dos anjos decaídos. Ele era originalmente um dos poderosos príncipes do mundo angélico, e veio a ser o líder dos que se revoltaram contra Deus e caíram. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer (”o que leva a luz”), o mais glorioso dos anjos. Mas ele orgulhosamente aspirou a ser “como o Altíssimo” e caiu “na condenação (Ez 28:12,19; Is 14:12-15). O nome “Satanás” revela-o como “o adversário”, não do homem em primeiro lugar, mas de Deus. Ele investe contra Adão como a coroa da produção de Deus, forja a destruição, razão pela qual é chamado Apolion (destruidor), Ap 9:11, e ataca Jesus, quando Este empreende a obra de restauração. Depois da entrada do pecado no mundo ele se tornou “diabolos” (acusador), acusando continuamente o povo de Deus, Ap 12:10. Ele é apresentado nas Escrituras como o originador do pecado (Gn 3:1,4; Jo 8:44; 2 Co 11:3; 1 Jo 3:8; Ap 12:9; 20:2,10) e aparece como reconhecido chefe dos que caíram (Mt 25:41; 9:34; Ef 2:2). Ele continua sendo o líder das hostes angélicas que arrastou consigo em sua queda, e as emprega numa desesperada resistência a Cristo ao seu reino. É também chamado “príncipe deste mundo” (Jo 12:31; 14:30; 16:11) e até mesmo “deus deste século” (2 Co 4:4). Não significa que ele detém o controle do mundo, pois Deus é quem o detém, e Ele deu toda autoridade a Cristo, mas o sentido é que Satanás tem sob controle este mundo mau, o mundo naquilo em que está separado de Deus (Ef 2:2). Ele é mais que humano, mas não é divino; tem poder, mas não é onipotente; exerce influência em grande escala, mas restrita (Mt 12:29; Ap 20:2), e está destinado a ser lançado no abismo (Ap 20:10).

7.2- Seu caráter:•

Presunçoso (Mt 4:4,5); • Orgulhoso (1 Tm 3:6; Ez 28:17); • Poderoso (Ef 2:2); • Maligno (Jó 2:4); • Astuto (Gn 3:1; 2 Co 11:3); • Enganador (Ef 6:11); • Feroz e cruel (1 Pe 5:8).

7.3- Suas atividades:

1. A natureza das atividades: • Perturbar a obra de Deus (1 Ts 2:18); • Opor-se ao Evangelho (Mt 13:19; 2 Co 4:4); • Dominar, cegar, enganar e laçar os ímpios (Lc 22:3;

2 Co 4:4; Ap 20:7,8; 1 Tm 3:7); • Afligir e tentar os santos de Deus (1 Ts 3:5). 2. O motivo de suas atividades: Ele odeia até a natureza humana com a qual se revestiu o Filho de Deus. Intenta destruir a igreja porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu sabor, o homem torna-se vítima nas suas mãos inescrupulosas.

3. Suas atividades são restritas: Ao mesmo tempo que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o seu poder. Para aqueles que crêem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (Jo 12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de rugir furiosamente ele é covarde (Tg 4:7). Não pode tentar (Mt 4:1), afligir (1 Ts 3:5), matar (Jó 2:6), nem tocar no crente sem a permissão de Deus.

7.4- Sua atuação

Não limita sua operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais elevados como “um anjo de luz” (2 Co 11:14). Deveras, até assiste às reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos anjos (Jó 1:6), e pelo uso dos termos “doutrina de demônios” (1 Tm 4:1) e “a sinagoga de Satanás” (Ap 2:9). Freqüentemente seus agentes se fazem passar como “ministros de justiça” (2 Co 11:15).

7.5- Sua derrota:

Deus decretou sua derrota (Gn 3:14,15). No princípio foi expulso do céu; durante a grande tribulação será lançado da esfera celeste à terra (Ap 12:7-9); durante o milênio será aprisionado no abismo (Ap 20:1-3), e depois de mil anos será lançado no lago de fogo (Ap 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do mal.
Queridos termino dizendo o que diz o Apostolo Paulo em Filipenses 4:13 "Tudo posso naquele que me fortalece".
Não há o que temer

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Estudo Biblico sobre 1º Reis e 2º Reis

1º Reis (1Rs)
Autor: Desconhecido, (Alguns atribui à Jeremias)
Data: Entre 560 e 538 aC.


Autor
Como 1 e 2 Rs eram, originalmente, um livro, esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança, muitas sugestões foram feitas. Alguns tem indicado Esdras como compilador, enquanto outros apontam para Isaías como editor. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”, muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. No entanto, a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda, e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42; 52. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto, menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25.27-30), que foi provavelmente, acrescentado por um dos seus discípulos.

Data
Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.
O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim, de Judá, que estava preso na Babilônia. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC, os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. O autor de Rs teria mencionado, provavelmente, um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC, caso houvesse tido conhecimento desse evento. Como não há menção dessa importante notícia em Rs, conclui-se, então, que Rs tenha sido escrito, provavelmente antes de 538 aC, embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo,

Contexto Histórico
Os acontecimentos descritos em 1 Rs abrangem um período de cerca de 120 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi, em cerca de 971 aC, até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel), em cerca de 853 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso, em que um reino estável, dirigido por um líder forte, dividiu-se em dois.

Conteúdo
1 e 2 Rs eram, originalmente, um só livro, que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.
Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. No entanto, Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Na realidade, não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). Ao contrário, 1 e 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva, com um propósito teológico. O autor, portanto, seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Em 1 e 2 Rs, Deus é apresentado como Senhor da história.

O Espírito Santo em Ação
1 Rs 18.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo, onde é chamado de “Espírito do Senhor”. As palavras de Obadias lá indicam que o ES algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 2.16) Percebe-se uma relação com At 8.39-40, em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.
Há uma alusão, em 18.48 (“a mão do SENHOR”), à ação do ES em capacitar Elias para operar milagres, A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus (ver 2Rs 3.15 e Ez 1.3; comparar com 1Sm 10.6,10 e 19.20,23). Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao ES que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente.
Além dessas passagens, 1Rs 22.24 pode ser outra referência ao ES. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus (ver 1Sm 10.6,10; 19.20,23). Se esta interpretação é aceita, então estaria em paralelo com 1Co 12.7-11, que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do ES.

Esboço de 1º Reis

I. O reino unido 1.1-11.43

O estabelecimento de Salomão como rei 1.1.-2.46
A consagração de Salomão como rei 3.1-8.66
O erro de Salomão como rei 9.1-11.43

II. O reino dividido 12.1-22.53
A) A revolta e o reinado de Jeroboão em Israel 12.1-14.20


O reinado de Roboão em Judá 14.21-31
O reinado de Abdias em Judá 15.1-8
O reinado de Asa em Judá 15.9-24
O reinado de Nadabe em Israel 15.25-32
O reinado de Baasa em Israel 15.33-16.7
O reinado de Elá em Israel 16.8-14
O reinado de Zinri em Israel 16.15-20
O reinado de Onri em Israel 16.21-28
O reinado de Acabe em Israel 16.29-22.40
O reinado de Josafé em Judá 22.41-50
O reinado de Acazias em Israel 22.51-53

Fonte: Bíblia Plenitude

2º Reis (2Rs)
Autor: Desconhecido, (Alguns atribui à Jeremias)
Data: Entre 560 e 538 aC.

Autor

2 Rs era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Rs. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Embora a autoria não possa ser determinada com segurança, muitas sugestões foram feitas. Alguns tem indicado Esdras como compilador, enquanto outros apontam para Isaías como editor. Muitos eruditos dizem que o autor de 1 e 2 Rs era um profeta desconhecido ou um judeu cativo da Babilônia ao redor de 550 aC. Pelo fato de Josefo atribuir Reis aos “profetas”, muitos abandonaram a pesquisa por um autor especifico. No entanto, a tese mais provável é a de que o profeta Jeremias seja o autor. A antiga tradição judaica do Talmude declara que Jeremias tenha escrito Rs. Esse famoso profeta pregou em Jerusalém antes e depois da sua queda, e 2 Rs 24-25 aparece em Jr 39-42; 52. Jeremias talvez tenha escrito todo o texto, menos o conteúdo do último apêndice (2Rs 25.27-30), que foi provavelmente, acrescentado por um dos seus discípulos.

Data
Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2 Rs seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.
O último acontecimento mencionado em 2 Rs é a libertação do Rei Joaquim, de Judá, que estava preso na Babilônia. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC, os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. O autor de Rs teria mencionado, provavelmente, um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC, caso houvesse tido conhecimento desse evento. Como não há menção dessa importante notícia em Rs, conclui-se, então, que Rs tenha sido escrito, provavelmente antes de 538 aC, embora os eventos registrados em 1 Rs tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo,

Contexto Histórico
Os acontecimentos descritos em 2 Rs abrangem um período de cerca de 300 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC., incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC, passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e conseqüente cativeiro de ambas as nações.

Conteúdo
1 e 2 Rs eram, originalmente, um só livro, que continuava a narrativa de 1 e 2 Sm. Os compositores do AT grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2 Sm eram 1 e 2 Reinos). O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.
Os livros de 1 e 2 Rs começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2 Sm interrompem. No entanto, 2Rs é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Na realidade, não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (300 anos em 25 capítulos). Ao contrário, 2 Rs são uma narrativa histórica seletiva, com um propósito teológico. O autor, portanto, seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Em 2 Rs, Deus é apresentado como Senhor da história.
2Rs retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Assim como 1Rs, é dificil seguir o fluxo da narrativa. O Autor ora está falando do Reino do Norte, Israel, ora do Reino do Sul, Judá, traçando simultaneamente suas histórias. Israel teve 19 governantes, todos ruins. Judá foi governado por 20 regentes, dos quais apenas oito foram bons. 2Rs recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos, enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. A atenção maior é dirigida àqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso.

Cristo Revelado

O fracasso dos profetas, sacerdotes, e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente à do grande profeta Elias (Mt 17.1-5), Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis. Além disso, Cristo é um sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis (Hb 7.22-27). 1Rs ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções. Quando perguntado se era rei dos judeus, Jesus afirmou que era (Mt 27.11). No entanto, Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis (Mt 12.42). O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou, mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre (1Cr 17.14; Is 9.6), pois ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap 19.16).

O Espírito Santo em Ação

1 Rs 18.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo, onde é chamado de “Espírito do Senhor”. As vezes transportava Elias de um lugar para outro (ver também 2Rs 18.12) Percebe-se uma relação com At 8.39-40, em que se descreve Felipe como tendo uma experiência similar.
Há uma referência indireta ao ES na frase “Espírito de Elias” em 1.9,15. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus. 2Rs 2.9,16 fornece um paralelo interessante entre o AT e At 1.4-9 e 2.1-4. Elias foi elevado ao céu, Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre, e a promessa foi cumprida. Da mesma maneira, Jesus ascendeu, os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa, e o ES desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.
Uma alusão final ao ES aparece em 2Rs 3.15. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu, capacitando-o a profetizar ao rei Josafá. A formula “a mão do SENHOR” se refere à inspiração divina dos profetas.

Esboço de 2º Reis

I. I reino dividido 1.1-17.41

O reinado de Acazias em Israel 1.1-18
O reinado de Jorão em Israel 2.1-8.15
O reinado de Jeorão em Judá 8.16-24
O reinado de Acazias em Judá 8.25-9.29
O reinado de Jeú em Israel 9.30-10.36
O reinado da rainha Atalia em Judá 11.1-16
O reinado de Joás em Judá 11.17-12.21
O reinado de Jeocaz em Israel 13.1-9
O reinado de Jeoás em Israel 13.10-25
O reinado de Amazias em Judá 14.1-22
O reinado de Jeroboão II em Israel 14.23-29
O reinado de Azarias em Judá 15.1-7
O reinado de Zacarias, Salum, Menaém, Pecaías e Peca em Israel 15.8-31
O reinado de Jotão em Judá 15.32-38
O reinado de Acaz em Judá 16.1-20
O reinado de Oséias em Israel 17.1-5
O cativeiro de Israel para a Assíria 17.6-41

II. Somente o reino de Judá 18.1-25.30

O reinado de Ezequias 18.1-20.21
O reinado de Manassés 21.1-18
O reinado de Amon 21.19-26
O reinado de Josias 22.1-23.30
O reinado de Joacaz 23.31-34
O reinado de Jeoaquim 23.35-24.7
O reinado de Joaquim 24.8-16
O reinado de Zedequias 24.17-20
A queda de Jerusalém 25.1-7
O cativeiro de Judá pra a Babilônia 25.8-26
A libertação de Joaquim 25.27-30

Fonte: Bíblia Plenitude

Homenagem a Oswaldo Aranha em Tel Aviv

A Comunidade Brasil Israel realizou com o apoio da Prefeitura de Tel Aviv uma homenagem a Oswaldo Aranha, chanceler brasileiro que presidiu a Assembléia da ONU que aprovou a criação do Estado de Israel. A articulação de Oswaldo Aranha foi essencial para o nascimento do novo pais e seus feitos foram lembrados na rua que leva o seu nome. Participaram da solenidade a vice-prefeita de Tel Aviv, Yael Dayan, o embaixador do Brasil em Israel, Pedro Motta, a presidente da Comunidade Internacional Brasil & Israel, Jane Silva, e, ainda, o filho do homenageado, Luiz Oswaldo Aranha. Na ocasião, o coral israelense Ha Mayah entoou cânticos e foi acompanhado, durante o hino do Brasil, pela cantora, Assíria Nascimento, mulher do jogador de futebol mundialmente famoso, Pele. O apresentador Cid Moreira, dono de uma das vozes mais memoráveis do Brasil, também esteve presente e declamou passagens da Bíblia.

domingo, 24 de maio de 2009

Você é cristão?

Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas. (Jr 2:13)
A pergunta acima não visa colocar a fé do leitor em dúvida, tampouco acusá-lo de estar com seu caminho turbulento, complicado de se levar. O objetivo aqui é refletir sobre o que pode ser mudado e melhorado em sua vida como cristão.

Hoje em dia, até parece fácil levar as coisas. Muda-se de religião tão facilmente quanto de roupa, adere-se a uma igreja evangélica que possa trazer promessas de prosperidade, com pessoas felizes e contentes por todos os cantos. E por quê? Por ser o melhor, ainda que espiritualmente mesmo não se produza tanta diferença assim. Numa era onde o individualismo impera, o consumismo, o comodismo e as futilidades estão por todos os lugares, parece que falta espaço para se viver uma fé genuinamente baseada na Palavra de Deus.

Há os que se escandalizam com ensinos bíblicos, especialmente os que trazem palavras de exortação. Tanto isso é verdade que as "caixinhas de promessas" fazem o maior sucesso, especialmente em livrarias evangélicas. Como diz o Pr. Silas Malafaia, deveria haver caixinhas de exortações, mas elas jamais venderiam o suficiente para sequer cobrir as despesas de confecção.

E quanto aos livros evangélicos que mais fazem sucesso hoje em dia? A grande maioria trata do assunto "liderança", "marketing estratégico-empresarial" nas igrejas. De vez em quando uma editora publica material sólido, como os provenientes de Calvino, Lutero, Spurgeon, Watchman Nee e, mais recentemente, de John Stott e Lloyd-Jones. Por quê? O leitor está interessado naquilo que é mais agradável, que seja deleitoso aos seus olhos, que o afugente de seus problemas... Se quiser complicações, já basta a rotina...

Como foi bem diferente na época dos primeiros cristãos! Nesse tempo, se declarar cristão era assinar a sentença de morte. Quantos foram mortos por exemplo, dilacerados nas arenas romanas ou servindo de iluminação pública. Quantos deram suas vidas para aquele que, sem reclamar, deu sua vida por nós.

E quanto a você, amigo? Está agasalhando, acochambrando toda a missão que Deus te manda pagar, ou busca viver diferente desse mundo? Somos chamados a fazer diferença, aonde estivermos. Nós temos acesso à árvore da vida, ao manancial de águas limpas, e por vezes cavamos poços que não retêm águas sequer para matar nossa própria sede.

Quando estamos mais preocupados com o serviço, e agasalhamos tudo aquilo que devíamos dar mais atenção, como ajudar nosso próximo ou ter momentos melhores de comunhão com Deus, evidenciamos a ele próprio o quanto dependemos de suas forças. Sem o Senhor, nada podemos fazer, como ele já nos deixou claro (Jo 15:5); sem ele, trabalhamos em vão, porque ele é quem edifica a casa (Sl 127:1). Ou seja, que somos sem Deus?

Às vezes, entretanto, demonstramos aos olhos alheios uma fé que não temos. Portanto, ao invés de se apoiar nos seus próprios esforços, vá até a fonte de suprimento. Seja um cristão verdadeiro.

Encerro com uma reflexão de Wesley L. Duewel:

UM DESAFIO

Desafio você nesta hora de crise
A tomar sua cruz no poder do Senhor.
Oh, faça algo digno para Deus e para o homem -
Sacrifique tudo pelo plano do Salvador.

Desafio você agora quando a necessidade é grande;
Desafio você agora que o tempo está correndo!
Lembre-se de quão curta é a sua vida -
Oh, faça algo digno para Deus e para o homem.

Quando vê a cruz do Filho de Deus,
Quando vê os mártires que derramam o seu sangue,
Quando perscrutra o registro da sua vida,
O que já sofreu por Deus e pelo homem?

Você realmente alegra o coração de Deus?
Você compartilha o Seu fardo e faz a sua parte?
Você prova a Ele que seu amor é sincero?
Qual o preço que está pagando para dar e cumprir?

Venha, faça alguma coisa digna do Senhor agora!
Termine a sua coroa para a testa ferida de Jesus.
Oh, não rejeite a cruz, mas complete o seu plano -
É agora ou nunca para Deus e para o homem.

sábado, 23 de maio de 2009

Irã bloqueia acesso ao Facebook, diz agência oposicionista

Medida foi tomada a poucos dias da eleição presidencial.
Candidato oposicionista tem 5.200 amigos na rede social.

Autoridades iranianas bloquearam o acesso ao site Facebook, ao qual um candidato da oposição recorreu, a poucos dias das eleições presidenciais, anunciou neste sábado (23) a agência de notícias ILNA, ligada aos reformistas.

"O acesso ao Facebook foi proibido a poucos dias das eleições presidenciais (de 12 de junho). De acordo com alguns internautas, a página foi proibida porque os partidários do candidato Mir Hosein Musavi recorreram ao Facebook para difundir as posições do candidato", indicou a agência.

O ex-primeiro-ministro Mir Hosein Musavi tem o apoio do ex-presidente reformista Mohamad Khatami e dos principais partidos reformistas iranianos.
Seu perfil no Facebook tem 5.200 "amigos", ou partidários.
Ele é considerado o principal rival do presidente conservador Mahmud Ahmadinejad, que tenta chegar ao segundo mandato de quatro anos.
Um funcionário de uma empresa provedora de internet, que pediu para não ser identificado, confirmou a informação e disse que o Ministério das Comunicações e da Tecnologia da Informação "anunciou a decisão".

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A sharia do horror

por Norbert Lieth
Onde a sharia, a lei islâmica, é estabelecida, toda a liberdade é cruelmente sufocada. Extremistas islâmicos fazem de tudo para conquistar o mundo e para implantar a sharia como legislação suprema.

Perseguição a cristãos na Nigéria
Persiste a expulsão de cristãos de regiões majoritariamente islâmicas. Os muçulmanos querem introduzir a sharia em toda a Nigéria. Segue o relato do jovem Nsikak Apkaidiok:

"Tornei-me cristão quando estava na universidade. Ao retornar para casa compartilhei com minha família as experiências que tive com o Senhor. Meu pai ficou furioso pois não queria saber do cristianismo. Ele amarrou minhas mãos nas costas e não me dava comida. Mas eu fiquei firme! Quando minha situação piorou, fui levado ao hospital. Mas era tarde demais: minhas duas mãos tiveram de ser amputadas".

Como esse novo convertido, milhares de outros cristãos têm sido vítimas das piores barbáries.

Limpeza sistemática
Com seus ataques planejados, os muçulmanos tentam forçar a emigração dos cristãos, especialmente das províncias multireligiosas do centro da Nigéria (como Adamara, Plateau State e Taraba). No final de fevereiro de 2003, muçulmanos armados atacaram cristãos em Adamara, matando pelo menos 100 pessoas. Mais de 500 ficaram gravemente feridas, cerca de 130 casas e algumas igrejas foram queimadas e mais de 21.000 habitantes foram expulsos da região. Entre setembro de 2001 e abril de 2003 foram mortas mais de 6.000 pessoas e 500.000 foram expulsas de Plateau State. Dentre os diversos grupos étnicos da Nigéria, o povo Tiv, predominantemente cristão, que ocupava o Centro e o Sul do país, foi enxotado pelos povos muçulmanos dos Hausa, Fulani e Jukun e milhares de pessoas foram assassinadas. Ataques desse tipo são organizados e perpetrados constantemente por grupos islâmicos fortemente armados vindos de países vizinhos como Chade, Níger e Mali.
O que é a sharia?

A doutrina dos direitos e deveres religiosos do islã. Abrange as obrigações cultuais (orações, jejuns, esmolas, peregrinações), as normas éticas, bem como os preceitos fundamentais para todas as áreas da vida (matrimônio, herança, propriedade e bens, economia e segurança interna e externa da sociedade). Originou-se entre os séculos VII e X d.C. a partir dos trabalhos de sistematização realizados por eruditos e legisladores islâmicos e baseia-se no Corão, suplementado pela Suna, a descrição dos atos normativos do profeta Maomé.


Implantação da sharia
Nas províncias ‘limpas de cristãos’ e agora majoritariamente islâmicas o passo seguinte é a implantação da sharia. Hoje, doze das 36 províncias da Nigéria já a têm como legislação suprema. Com mais seis províncias islamizadas a Nigéria seria majoritariamente muçulmana! As ‘províncias da sharia’ teriam, assim, a possibilidade de impor a lei islâmica ao país inteiro. Mesmo que os líderes muçulmanos declarem sempre que a sharia só é aplicada a muçulmanos, a realidade nas doze ‘províncias da sharia’ fala uma linguagem bem diferente.

Sharia para cristãos
Nas províncias administradas segundo os preceitos da sharia islâmica, quase não são mais construídas novas igrejas, pois elas certamente estariam muito próximas de alguma mesquita. Casamentos entre cristãos e muçulmanos são permitidos apenas quando o noivo é muçulmano; os filhos são considerados muçulmanos e devem ser educados como tais. Conversões de muçulmanos ao cristianismo continuam proibidas. Como acontece no Paquistão, os cristãos podem ser sumariamente acusados de ‘blasfêmia’ contra o profeta Maomé ou contra o islã. Cristãos devem estar sempre sob as ordens de patrões muçulmanos. Além disso, é comum que moradores de aldeias muçulmanas apliquem a lei islâmica sem interferência das autoridades: segundo declarações de organizações de direitos humanos confiáveis, muitas vezes as mãos e os pés de ladrões sãos cortados ou os consumidores de álcool são açoitados sem qualquer processo ou julgamento. Mas há esperança: impressionados com a perseverança e a firmeza dos cristãos em um ambiente hostil, nos últimos anos alguns muçulmanos encontraram a Jesus inclusive em províncias islâmicas como Kano e Kaduna.[1]
Ataque na Nigéria mata 600. Maioria das vítimas é cristã

Lagos – Porta-vozes comunitários cristãos de Kano, no Norte da Nigéria, afirmam que pelo menos 600 pessoas, a maioria de fé cristã, morreram nos ataques de militantes muçulmanos, que também incendiaram uma dezena de igrejas e centenas de casas e negócios de seus rivais. Cerca de 30 mil pessoas tiveram que sair de seus lares para fugir dos confrontos, informaram líderes locais da Associação Cristã da Nigéria, por telefone, desde Kano. (Correio do Povo, 14/5/04)

O islã está avançando. Ele espalha-se por todos os continentes abrindo caminho para a implantação da sharia. Jamais um muçulmano convicto, que vive segundo as leis islâmicas, irá curvar-se diante de um governo democrático ou se sentirá comprometido com uma democracia ocidental. Por isso está sendo tão difícil o estabelecimento de um regime democrático no Iraque e no Afeganistão. Pelas leis islâmicas isso nem seria possível, pois assim o islã deixaria de ser islã. Mas ai dos países onde se instala a sharia! Seja no Oriente Médio, na Ásia, na África ou em qualquer parte do mundo – onde a sharia torna-se lei, a liberdade acaba. Onde os preceitos islâmicos são seguidos ao pé da letra os direitos humanos são ignorados, pessoas são discriminadas e nenhuma crença além do islã é tolerada. Na Arábia Saudita, onde a sharia é o fundamento das leis, houve recentemente um atentado, com onze mortos, num bairro onde residem estrangeiros. Parece que poucos no Ocidente se importam que a Arábia Saudita seja um dos países que apóiam financeiramente as famílias dos terroristas-suicidas palestinos. Hoje o maior perigo terrorista vem dos grupos militantes do mundo islâmico que se baseiam na sharia. Não se trata apenas do Hamas, do Hezbollah ou da rede Al Qaeda, mas também de terroristas do Iêmen, da Argélia e do Abu Sayaf filipino. A nuvem de militantes islâmicos torna-se cada vez maior e mais densa, mas também mais negra e assustadora. Seja Israel, em seu conflito com grupos terroristas, os Estados Unidos no Iraque ou os países da África – todos são quase impotentes diante da ameaça terrorista, pois pouco podem fazer para impedir os ataques-suicidas. Como pode-se ameaçar ou dissuadir a quem está tão cheio de ódio por aqueles que não compartilham sua visão a ponto de jogar fora a própria vida para alcançar seus "direitos"? A sharia tornou-se um flagelo para a humanidade nos países onde impera, e parece estar abrindo caminho sem se deter diante do Ocidente.

Esse fenômeno só pode ser explicado no contexto do cenário dos "tempos finais". É tempo do fim em qualquer área, inclusive na religiosa. Apostatar de Deus e de Sua Palavra são atitudes que têm aumentado constantemente. Isso torna as pessoas cada vez mais cegas diante dos perigos e enganos religiosos.

Lemos na Segunda Carta aos Tessalonicenses: "É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" (2 Ts 2.11-12). É justamente o mundo ocidental que está se despindo de seu manto "cristão" e se despojando de tudo o que lembra o cristianismo ou que se aproxime das verdades bíblicas. Mas, ao fazer isso, parece não perceber que está passando a usar uma camisa-de-força imposta por outras influências. Onde Jesus Cristo e Sua Palavra são colocados de lado, idéias brutais e cruéis, estranhas e erradas passam a ocupar seu lugar. Não é de admirar que Deus entregue uma nação à ditadura de poderes ou ideologias injustas quando esta pisa Seu amor com os pés. Onde existe prazer com a injustiça ela rapidamente se instala e assume o comando. "Povos todos, escutai isto; dai ouvidos, moradores todos da terra" (Sl 49.1).

O que realmente é o Fundamentalismo?

Por: Thomas Lieth e Norbert Lieth

As enciclopédias descrevem o fundamentalismo como a atitude de um grupo de pessoas dentro de uma religião ou de um movimento político que dizem basear-se num conjunto próprio de diretrizes tradicionais (fundamentos), defendendo-as de forma absoluta.

O que importa é qual o fundamento usado e a intensidade da influência que ele tem sobre a sociedade. Um fundamento radical e totalitário, por exemplo, terá conseqüências correspondentes.

Quando ouvimos a palavra “fundamentalista”, normalmente pensamos logo em fanáticos religiosos de diversas tendências. Atualmente, com certeza, a primeira lembrança é dirigida aos muçulmanos radicais. Mas também cristãos e judeus que ainda vivem conforme suas crenças são rapidamente estigmatizados como fundamentalistas. Antigamente era um elogio possuir um fundamento, algo em que se cria e que determinava a vida, mas hoje essa palavra tem uma conotação exclusivamente negativa. Parece que somente na construção civil ainda se pode usar a expressão “fundamento firme” sem ser imediatamente reprovado.
Analisemos de forma objetiva o que significa ser fundamentalista e qual é a base que o sustenta. Vamos nos limitar às três religiões monoteístas (que crêem em um só Deus): judaísmo, cristianismo e islamismo.
O fundamentalista judeu

O fundamento do judeu que crê é o Antigo Testamento. Além dele, são consideradas fundamentais também outras literaturas antigas, como o Talmude, que contém explicações e interpretações rabínicas. Esse tipo de literatura especial também pode ser encontrado – sem entrar no mérito da questão – no cristianismo e no islamismo.

Será que judeus radicais, que recorrem à violência, podem ao menos invocar o Antigo Testamento como seu fundamento? Não! Essa resposta pode soar surpreendente, afinal, o Antigo Testamento está repleto de relatos de guerras e do extermínio de nações inteiras. Mas esses trechos e acontecimentos devem ser considerados em seu contexto, levando em conta quem está agindo e por que o faz.

Por exemplo, os povos de Canaã foram julgados por Deus quando não havia mais possibilidade de purificação para eles e seus pecados teriam se difundido ainda mais. O Senhor não os expôs à destruição simplesmente porque queria, mas somente depois de ter esperado durante séculos. O povo de Abraão recebeu a promessa de que entraria na Terra Prometida apenas 400 anos mais tarde, isto é, quatro gerações depois de Abraão. O motivo era este: “...porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus” (Gn 15.16). Os povos cananeus cometiam os piores pecados (incesto, sacrifício de crianças, ocultismo, espiritismo, homossexualismo, sodomia, cf. Lv 18, especialmente o v. 24), mas ainda assim Deus adiou o juízo sobre eles. Esta é uma prova impressionante da paciência de Deus. Ao mesmo tempo, entretanto, o cumprimento da aliança com Israel também era adiado.

O povo de Nínive, sobre cuja cidade tinha sido profetizado o juízo por um motivo semelhante: “...porque a sua malícia subiu até mim” (Jn 1.2), também é uma demonstração clara de que a paciência do Onipotente permite que a graça prevaleça sobre a justiça. Mas quando o rei e o povo de Nínive se arrependeram de coração ao ouvirem a mensagem de Jonas, toda aquela geração foi poupada e o juízo foi adiado por cerca de cem anos. Jonas testemunha, então: “Pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal” (Jn 4.2). O Senhor confirmou isso com as seguintes palavras: “E não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?” (Jn 4.11).

Quando não há mais possibilidade de arrependimento dos pecados e quando estes atingem sua medida máxima, o Senhor tem de fazer valer Seu juízo. Os israelitas se transformaram em instrumentos do juízo de Deus quando o Senhor lhes entregou a Terra Prometida. Mas o motivo real de Israel ter recebido a terra de Canaã era para que por meio desse povo e nessa terra nascesse o Salvador de todos os povos. Isso se cumpriu aproximadamente dois milênios mais tarde em Belém, com o nascimento de Jesus (Mq 5.2).

Israel nunca teve permissão para agir de forma independente e impulsiva, mas somente com base nas ordens de Deus. O Senhor convocou os israelitas a concederem o direito devido também aos estrangeiros que vivessem em seu meio, não oprimindo, mas recebendo-os e amando-os: “Também não oprimirás o forasteiro; pois vós conheceis o coração do forasteiro, visto que fostes forasteiros na terra do Egito” (Êx 23.9, cf. também Êx 22.21). O mesmo se aplicava ao comportamento em relação às viúvas e aos órfãos (Êx 22.22-23). Quando os estrangeiros na terra de Israel se submetiam à Palavra de Deus e também festejavam a páscoa, os israelitas deveriam considerá-los como nativos (Êx 12.48).

Quando o rei Salomão inaugurou o primeiro templo e o dedicou a Deus em oração, uma das suas grandes preocupações era que o Eterno de Israel também ouvisse o estrangeiro (1 Rs 8.41-43).

No reino futuro sob o governo de Jesus como Rei de Israel os estrangeiros ocuparão uma posição importante em meio aos israelitas (Ez 47.21-23).
Os israelitas deveriam mostrar amor até mesmo aos seus inimigos, demonstrando sua disposição em ajudá-los: “Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo” (Êx 23.5; cf. também o v.4; Dt 22.1).

Os israelitas não são chamados a empreender uma “guerra santa” contra as nações, pelo contrário, a buscar a paz: “Aparta-te do mal e pratica o que é bom; procura a paz e empenha-te por alcançá-la” (Sl 34.14).

“Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!” (Is 52.7).

Quando os israelitas estavam no cativeiro babilônico, não foram convocados a fazer manifestações, rebeliões ou até mesmo atentados terroristas. Pelo contrário: em meio a um ambiente de inimizade contra Deus, eles foram chamados para buscar a paz: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29.7).

Em relação às mulheres, a Bíblia, por um lado, acentua a ordem da criação: assim como o governo está acima do povo, os agentes da ordem estão acima dos cidadãos, os sacerdotes acima da comunidade e o empregador acima do empregado, o homem é o cabeça da mulher e os pais são autoridade sobre os filhos. Mas isso não significa – o que também é claramente ensinado pela Bíblia – que a mulher seja menos importante ou que o homem pode dominá-la a seu bel-prazer. Trata-se simplesmente de uma ordem, sendo que todas as pessoas são iguais perante Deus. Por exemplo, o Senhor usou Ana, Débora e Abigail de forma maravilhosa e lhes entregou até mesmo mensagens proféticas. Na história de amor de Rute vemos o israelita Boaz, que praticava a Palavra de Deus: ficamos emocionados pela forma como ele lidou com a estrangeira Rute, cuidando, amparando, amando e, depois, até casando com ela. Mas o Senhor também providenciou que a israelita Noemi, que tinha vivido muitos anos em terra estranha, recuperasse a herança de seus pais na ocasião de sua volta. Esses exemplos demonstram os propósitos amorosos de Deus para com as pessoas e como Ele considera importante que Seu povo O respeite e aja de acordo com eles.

No Novo Testamento esse tema é ampliado, por exemplo, através das seguintes palavras: “Nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher” (1 Co 11.11).

“Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). Aparentemente, o fundamento da Palavra de Deus, sobre o qual Israel se baseia há milênios, foi o motivo pelo qual os judeus se adaptaram à Diáspora (Dispersão) e se submeteram aos governos dos países para onde foram. Eles não pregaram o ódio nas sinagogas e não incentivaram a violência. O fundamento da Sagrada Escritura também foi o motivo pelo qual suportaram perseguições totalmente injustificadas e praticamente não se defenderam. E o fundamento da Torá é também o motivo pelo qual Israel está sempre entre os primeiros a tomarem alguma iniciativa quando há catástrofes naturais e necessidade de ajuda humanitária em muitas partes do mundo.

O Salmo 137.8-9 é constantemente usado para mostrar que a Bíblia glorifica a violência: “Filha da Babilônia, que hás de ser destruída, feliz aquele que te der o pago do mal que nos fizeste. Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra”. O assassinato brutal das crianças era um método usual que os conquistadores daquela época usavam para garantir que a geração seguinte do inimigo vencido não se vingasse (veja, por exemplo, 2 Reis 8.12-13). Os versículos do Salmo 137 indicam que os babilônios já tinham assassinado muitas crianças israelitas dessa forma. O salmista não está reagindo de forma emotiva ou impulsiva, mas de acordo com o princípio do “olho por olho...”. Trata-se de estabelecer uma proporção justa entre o crime e a punição. Uma má ação requer uma punição correspondentemente justa. Não se tratava de exercer o ódio de forma irrefletida, mas de punir de forma muito ponderada. Mas o Senhor também podia impedir o juízo quando havia arrependimento: basta lembrar de Nínive ou de Nabucodonosor (Dn 4).

Judeu nenhum tem justificação bíblica para o uso da violência. Ou seja: um judeu radical e defensor da violência não pode nem mesmo ser chamado de fundamentalista, pois ele não tem como se reportar ao seu fundamento – o Antigo Testamento. Um judeu fundamentalista é, pelo contrário, um judeu que pratica sua fé e em decorrência disso não usa a violência.

O fundamentalista cristão

O fundamento do cristão é a Bíblia, especialmente o Novo Testamento. Para um cristão que crê na Bíblia, na verdade, o Antigo e o Novo Testamento formam uma unidade. Não vamos, porém, aprofundar-nos neste assunto agora. O Novo Testamento – que diferencia o judeu do cristão – prega o amor e a paz como nenhum outro livro; até mesmo o maior inimigo do cristianismo é forçado a reconhecer isto:

“Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18.21-22).
A fundação da Cruz Vermelha tem sua origem no pensamento e na ação de cristãos.

“Então, ajoelhando-se (Estêvão), clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu” (At 7.60).

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).

“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens” (1 Tm 2.1).

“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Fp 4.5).

Todos esses textos bíblicos demonstram que Jesus Cristo, o fundamento de todo cristão convicto, detesta a violência e em lugar dela prega o amor – até mesmo o amor aos inimigos – que Ele mesmo viveu. Neste sentido a vida de Jesus Cristo é única no mundo, independentemente de que seja considerado revolucionário, profeta, insano ou Filho de Deus. Em resumo, nenhum “cristão” que propague ou use de violência é fundamentalista. Pois dessa forma ele se opõe completamente aos mandamentos de Deus e ao ensino de Jesus Cristo. Por exemplo, a luta entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte não foi uma guerra civil entre fundamentalistas cristãos, mas apenas um conflito em que a religião serviu como pretexto. O mesmo vale para a Guerra dos Trinta Anos: nem os católicos nem os protestantes podiam basear-se em seu fundamento – o Novo Testamento e os ensinos de Cristo – para justificar-se. As cruzadas medievais e a terrível Inquisição nunca foram obras de cristãos fundamentalistas, mas de fanáticos tomados por um ódio cego, que no fim das contas não passavam de bárbaros sem Deus em túnicas cristãs. Já um cristão fundamentalista deveria ser insuperável em sua verdadeira humildade e em suas atitudes pacíficas. Afinal, quem chega à fé em Jesus recebe o Espírito Santo (Ef 1.13), que permanece nele para sempre (Jo 14.16-17) e produz o seguinte fruto: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5.22-26). Outra questão é se, individualmente, conseguimos realmente fazer justiça a esse altíssimo padrão. De qualquer forma, nesse contexto a designação “cristão fundamentalista” certamente deve ser considerada um grande elogio. Também aqui os frutos falam por si. Em grande parte é devido ao cristianismo que hoje sabemos ler e escrever. A fundação da Cruz Vermelha, por exemplo, tem sua origem no pensamento e na ação de cristãos. A maioria das instituições sociais e a construção de hospitais igualmente é algo que devemos ao cristianismo.

Um exemplo de ação cristã que fala por si:

Pais de meninas decapitadas perdoam os assassinos

As famílias de três alunas cristãs decapitadas na Indonésia perdoaram os assassinos. Um dos pais disse: “Eu lhes perdôo como Cristo me perdoou’. No dia 29 de outubro de 2005 as três meninas, de 15, 16 e 19 anos, foram assaltadas e decapitadas quando se dirigiam a uma escola cristã...”
. (IdeaSpektrum)

Esses pais se comportaram como fundamentalistas bíblicos, pois do contrário não teriam conseguido agir dessa forma.
O Corão ordena de forma incontestável e clara o assassinato daqueles que não crêem.

O fundamentalista islâmico
O fundamento dos muçulmanos é o Corão. Também essa religião possui, além dessa escritura básica, outros escritos reconhecidos. Qualquer muçulmano sincero é completamente devotado a esses ensinos, especialmente ao Corão. Por isso, é importante conhecer as afirmações principais. René Marcus escreveu na revista Weltwoche:

O Corão ordena de forma incontestável e clara o assassinato daqueles que não crêem. E não apenas uma, mas várias vezes. Analisemos o texto de forma objetiva, do ponto de vista filológico. A raiz árabe qtl (“matar”) aparece – incluindo as derivações – 187 vezes no Corão, das quais 25 vezes na forma imperativa. (Para comparar: no Antigo Testamento hebraico, que nem sempre é um livro pacífico, a raiz correspondente a qtl aparece somente 14 vezes, e a raiz semítica relacionada rsh (“assassinar”) 46 vezes, mas nunca na forma de imperativo positivo – apenas de forma negativa, como proibição: “Não matarás”. – Nem todos os imperativos no Corão são ordens para que os seguidores matem os infiéis, mas ainda assim estas são maioria; e um mandamento também pode ser formulado por meio de formas gramaticais que não sejam necessariamente um imperativo. O mandamento de matar aparece na terceira raiz (sentido etimológico), que significa “matar um ao outro, combater, guerrear contra”, ou na segunda raiz, que significa “matança”; ou simplesmente na primeira raiz, com o significado básico “matar”. Seguem algumas amostras (no original, os textos são transcritos. Nota da redação): Sura 2.190s; 4.89; 8.39; 4.91; 9.4; 9.14; 9.29; 8.65; também 4.84; 2.216). Poderíamos prosseguir com muitas outras citações. Mas não há também afirmações diferentes no Corão? Hoje gosta-se de citar o verso 5.32, que diz: “Quem mata uma alma sem que (a vítima, por sua vez, tenha matado) uma alma ou cometido violência na terra, (é como) se tivesse matado toda a humanidade; e quem preservar a sua vida (é como) se tivesse preservado a vida de toda a humanidade”. Em outras palavras: quem mata uma alma, mata toda a humanidade. Realmente, esse é um verso sublime, digno de servir de lema para a ética humana em geral. Mas a alegria não dura muito, pois logo em seguida está escrito: “A paga daqueles que guerreiam contra Alá e seus enviados e espalham destruição na terra é que sejam esmagados ou crucificados ou que lhes sejam cortados as mãos e os pés opostos ou que sejam expulsos da terra” (5.33). (...)

As regras de humanidade se aplicam apenas àqueles que crêem. Para os infiéis vale: “Sejam malditos! Onde quer que sejam encontrados, devem ser agarrados e esmagados com grande violência” (33.61).

Para a sociedade muçulmana vale a mesma coisa que para o judaísmo e o cristianismo: “Pelos seus frutos os conhecereis”. Assim como houve e há judeus e cristãos que não seguem rigorosamente o fundamento bíblico e por isso reagem de forma radical, também há muçulmanos que não seguem totalmente o fundamento do Corão e, portanto, pensam e agem de forma razoavelmente humanista. Portanto, a conclusão é: um cristão fundamentalista, que leva os ensinamentos da Bíblia a sério e os segue, praticará o amor ao próximo. Já um muçulmano fundamentalista, totalmente dedicado aos ensinos do Corão, tende à violência.

Infelizmente, em grande parte é verdadeiro o seguinte dito: “Nem todo islâmico é terrorista, mas todo terrorista é islâmico”. Os países islâmicos fundamentalistas perseguem aqueles que seguem outra fé. Qualquer cristão que viajar para a Arábia Saudita terá sua Bíblia confiscada ao entrar no país. Usar um símbolo cristão é crime passível de punição. A sharia (a lei islâmica) é executada sem dó nem piedade. Há algum tempo, um muçulmano convertido a Cristo corria o risco de ser condenado à pena de morte no Afeganistão. Não há nada parecido em Israel ou nos países cristãos.

Resumo

Em todas as religiões há fundamentalistas e liberais. Vamos esclarecer isso mais uma vez por meio deste resumo:

O judeu: fundamento = Antigo Testamento.
Fundamentalista = pacífico, pois o Antigo Testamento prega amor e paz.

O cristão: fundamento = Novo Testamento (mais precisamente, a Bíblia inteira, o Antigo e o Novo Testamento).
Fundamentalista = pacífico, pois o Novo Testamento e os ensinos de Jesus Cristo convocam até mesmo ao amor pelos inimigos.

O muçulmano: fundamento = Corão.
Fundamentalista = radical e disposto à violência, pois o Corão não apenas a tolera, mas até mesmo a ordena.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Bela e moderna, rainha Rania vira twitteira na Jordânia



Uma mãe e uma mulher com um trabalho muito legal. Assim se define Rania Al Abdullah, 39, rainha consorte da Jordânia, na linha biográfica de sua página no Twitter. Sim, a moderna e jovem rainha do Reino Hashemita da Jordânia "twitta", e já caminha para 40 mil seguidores na ferramenta de microblog desde quinta-feira da semana passada, quando ela começou a postar suas primeiras mensagens (em inglês, idioma dominado na Jordânia pelas classes alta e média; a língua oficial do país é o árabe).
Poderia ser um perfil falso? Poderia, mas não é. Sua assessoria confirmou que o perfil é quente e explicou que ela se registrou no Twitter para marcar a viagem do papa Bento 16 pela Terra Santa. O papa desembarcou na Jordânia no dia seguinte às primeiras mensagens postadas pela rainha, que foi com seu marido, o rei Adbdullah 2°, ao aeroporto de Amã recebê-lo.

Nas mensagens, a rainha fala de seus trabalhos sociais para promover a educação de crianças carentes, defendendo escola para todos. Revela a que filme assistiu no último fim de semana, "Minhas Adoráveis Ex-Namoradas", que, comenta, é bom para ver com mulheres e se pergunta se seria ok para o filho, e publica entre umas e outras mensagens alguns elogios ou referências carinhosas ao marido, que é a referência do poder no país (fotos e imagens do rei Abdullah 2º são vistas por toda parte, no país inteiro, da recepção dos hotéis a pôsteres e outdoors nas rua). Ela se refere a ele como "herói de ação da vida real".

Durante a passagem do papa pelo país (antes de seguir para Israel na última segunda-feira), ela publicou várias mensagens sobre a expectativa e sobre as atividades da visita oficial do Sumo Pontífice. Contou como estava negociando com os filhos sobre a cerimônia de recepção no aeroporto e sobre a negociação para "convencê-los -inclusive o de 4 anos- a usar terno.

Na chegada de Bento 16 (no dia 8), a rainha "twittou" que era um dia especial para Amã: "Não é todo dia que um papa vem nos visitar". Relata a ida ao aeroporto para recebê-lo.

E ela ainda posta links para fotos com divertidos comentários, como o em que a rainha afirma que o filho caçula (de 4 anos) ganhou dela na tentativa de convencimento sobre o uso do terno. Outra foto ela postou no domingo, no dia em que, mais uma vez ao lado do marido, acompanhou a visita do papa ao rio Jordão (local do batismo de Jesus Cristo, segundo as tradições religiosas), com ela ao lado do marido e do papa. Rania, assim como a grande maioria da população da Jordania, é muçulmana. O rei Abdullah 2º, 48, é considerado descendente direto do profeta Maomé (da 43ª geração). Os dois se casaram em 1993 e têm quatro filhos. Ela é nascida no Kuait, filha de palestinos.
O uso do Twitter não é a estreia da rainha Rania no mundo dos "famosos plugados". No ano passado, ela lançou seu próprio canal de vídeos no YouTube em um movimento contra estereótipos e preconceitos nos mundos islâmico e árabe.
Diana do Oriente Médio

O envolvimento da rainha Rania em ações humanitárias permite traçar alguns paralelos com a britânica princesa Diana (morta em 1997 em um acidente de carro em Paris). Assim como Diana, Rania gosta de conversar com pessoas comuns nos eventos dos quais participa. Ela é embaixadora do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e envolvida em campanhas em defesa das mulheres e sua inserção na sociedade por meio da educação.

Valorização da mulher

Na Jordânia, aliás, a valorização da mulher na sociedade é relativamente mais avançada que em outros países islâmicos. Nas classes média e alta, as famílias buscam privilegiar os investimentos em educação nas mulheres. Cerca de 85% das mulheres do país são alfabetizadas, segundo números oficiais. Em uma população com equilibrada proporção de gêneros -há 1,1 homem para cada mulher entre os 6,3 milhões de habitantes- as mulheres na Jordânia têm uma expectativa de vida de 81,5 anos.

Entre as 110 cadeiras da Câmara dos Deputados, seis são reservadas para mulheres -há sete deputadas hoje na Casa. O gabinete ministerial do governo jordaniano tem quatro mulheres. "Quando as mulheres recebem educação, é normal que elas conquistem ocupações mais elevadas", disse uma dessas quatro ministras, Maha Khatib, que responde pela pasta do Turismo.

Israel constrói primeira nova colônia em 26 anos

O desafio diplomático de Barack Obama é descomunal. O presidente americano deverá salvar a divisão interna palestina, que se prevê insolúvel devido à recusa do Hamas a reconhecer a legitimidade de Israel, que por sua vez não esperou mais que algumas horas para evidenciar sua posição. O governo de Benjamin Netanyahu respondeu na segunda-feira com uma bofetada em Obama e nos países árabes, que exigem um freio para a expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada: uma nova colônia (a primeira em 26 anos, embora Netanyahu tenha prometido não construir novos assentamentos) deu na segunda-feira os primeiros passos perto do rio Jordão.

É difícil encontrar um dirigente mundial que se disponha a falar em um ultimato a Washington. O presidente israelense, Shimon Peres, o fez nas vésperas da cúpula Obama-Netanyahu. E não foi um ultimato, mas a Casa Branca aplicou na segunda-feira um golpe que ninguém esperava. Sem rodeios, os emissários de Obama exigiram que Israel suspenda a construção de colônias. As autoridades judaicas se comprometeram a não construir novos assentamentos, embora permitindo edificações nos já existentes. Também não cumpriram.

Na segunda-feira uma nova colônia, Maskiot, dava os primeiros passos na margem do Jordão, depois de quase três décadas sem inaugurar assentamentos. Os adversários dessa empreitada não tinham dúvida. "As ações em campo do governo Netanyahu são dirigidas a fazer que no futuro seja impossível a solução dos dois Estados", afirmou Yariv Oppenheimer, secretário-geral da ONG judia Paz Agora. É o obstáculo fundamental a uma saída viável para o inflamado conflito. Mas há outros.

A quinta rodada de negociações entre o Hamas e a Fatah terminou na segunda-feira no Cairo sem frutos. O Egito pressiona ambas as partes há um ano para que cheguem a um acordo que permita a formação de um governo de unidade. Para isso, lhes ofereceu o atrativo da abertura da fronteira entre Gaza e o Egito, ao mesmo tempo que os instava a fazer um pacto antes de 7 de julho. Mas o calendário eleitoral, a composição das forças de segurança e, sobretudo, o reconhecimento formal de Israel por parte do Hamas impedem o consenso. Sem unidade palestina, é improvável o sucesso em uma eventual negociação com Israel.

Um deputado da Fatah comentou há alguns dias para este jornal que seu partido vai esperar que as negociações entre EUA e Síria avancem, na esperança de que Damasco deixe o Hamas enfraquecido com o demolidor bloqueio econômico de Gaza. Vários países árabes, encabeçados por Jordânia e Egito, se esforçam para aplanar o caminho. Cairo e Amã propõem reforçar seus frágeis vínculos econômicos e políticos com Israel, em troca de deter a colonização da Cisjordânia e que Netanyahu se comprometa a negociar a proposta que a Casa Branca projeta com base na solução de dois estados. Todos sabem que, afinal, tudo depende do único país com capacidade para dissuadir Tel-Aviv: os EUA.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Evangelho Filemon - O Plano da Salvação

Alguém perguntaria - Evangelho de Filemon? Nunca ouvi falar. Paulo escreveu uma carta à Filemom, que sequer falava acerca do evangelho de Jesus. Porquê o curioso título: "Evangelho de Filemon?".

Ao observar a carta de Filemon, vemos o apóstolo Paulo, e os dois personagens Onésimo e Filemon, em uma fascinante história que se assemelha ao plano da salvação para a humanidade.

I. A carta de Paulo a Filemon:
Filemon, morava em Colosso, era cristão e mantia uma congregação em sua própria residência (Fm 1.2). Sua condição financeira e social o permitia ter escravos. Nessa época era normal um homem rico ter escravos, e Filemon tinha os seus, apesar de ser cristão.
Um dos escravos chamado Onésimo fugiu da casa de Filemon, e conheceu Paulo, provavelmente na prisão em Roma, foi evangelizado e batizado por ele. (Filemon 1.10)
Filemon era amigo e filho na fé, de Paulo. Quando Paulo soube que o novo convertido havia fugido da casa de um amigo, teve a iniciativa de relaciornar-se com Filemon e solicitar o recebimento com amor e perdão para o escravo, e sugeriu até sua libertação. (Filemon 1.16,17)
Certamente Onesimo havia roubado algo, mas Paulo cobriu e responsabilizou-se pelo homem. (Filemon 1.18,19)
Paulo era realmente amigo de Filemon, pois nele confiava. Filemon 1.21,22. Paulo dá uma gentil ordem, pois sua posição eclesiástica assim o permitia (Filemon 1.10)
Cabe ressaltar que a pena para um escravo fugitivo era a morte. Paulo intercede pela sua vida.
Onésimo significa útil, e Paulo diz a Filemon que ele era inútil, mas agora se tornou útil para o evangelho.

2. Podemos tirar disso algumas lições:
Onésimo tinha uma situação de pecador, pois era ladrão, devedor, e certamente mereceria a morte ao ser encontrado. Em relação à lei vigente, poderia-se dizer que ele era um PECADOR, ou um CRIMINOSO.

Mas nós, o que somos??

Rm 3,23 - Todos pecaram e separados estão da glória de Deus.
Rm 6.23 - Porque o salário do pecado é a morte.

3. Da mesma forma que Paulo intercede pelo escravo, Jesus Cristo intercede pelo pecador arrependido, por intermédio do Espírito Santo
Paulo, o missionário, o apresentou a salvação eterna, e lhe deu ainda o livramento da morte, através de uma INTERCESSÃO DIRETA ao senhor de Onésimo, OFERECENDO seu próprio nome como garantia. (Filemon 1.17,18)
Jesus é o nosso intercessor, e podemos nos apresentar a Deus através de seu nome. Ele paga nossas dívidas e nos redime.

Rm 5.8 - Mas ele demonstra seu amor por nós pelo fato de ter Cristo morrido em nosso favor, quando ainda éramos PECADORES.

4. Mas é necessário tomarmos uma decisão
Onésimo se tornou um "servo" de Paulo. Não um escravo, mas um fiel ajudador. Colossenses 4.9 / Filemom 1.11.
Devemos nos tornar servos fiéis de Jesus Cristo, deixando de ser inúteis, e sendo muito úteis à Ele, pois ELE NOS COMPROU. Servir a Jesus é diferente de ser servido por ele. Muitos querem receber de Cristo, mas o cristão fiel serve àquele que nos livrou do império das trevas para o maravilhoso reino do Filho do seu amor.

"Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (1CO 6:20)

Somos prisioneiros, servos, escravos, sim... de Jesus Cristo, pois somente ele deu a vida por nós.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

CONFIANDO EM DEUS EM MOMENTOS DIFÍCEIS

1. Os Salmos 3 e 4 estão estreitamente relacionados entre si, e foram escritos sob circunstâncias idênticas.


2.
As circunstâncias:
a) Davi o escreveu enquanto fugia do levante comandado pelo seu filho, Absalão, descrito em II Samuel 15-18.
b) O crescente número dos adversários (v.2 São muitos os que dizem a meu respeito: “Deus nunca o salvará!”, v.6 Não me assustam os milhares que me cercam.), que não conseguiram perturbar a calma e a confiança que Davi tinha Deus.
c) Davi se dirige aos rebeldes, convocando-os a deixar sua rebelião. Sl 4.2 Até quando vocês, ó poderosos, ultrajarão a minha honra? Até quando estarão amando ilusões e buscando mentiras?


3. Sugere-se que os dois Salmos foram escritos no mesmo dia, um deles de manhã (3.5 Eu me deito e durmo, e torno a acordar, porque é o Senhor que me sustém.) e o outro no fim do dia (4.8 Em paz me deito e logo adormeço, pois só tu, Senhor,me fazes viver em segurança.).

I. Um cântico de manhã em tempos perigosos (Salmo 3)


1. Somente da parte de Deus que vêm a libertação e a vitória.


2
. O Perigo. "SENHOR, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim", v. l; cf. II Sm 18.31Então o etíope chegou e disse: “Ó rei, meu senhor, ouve a boa notícia! Hoje o SENHOR te livrou de todos os que se levantaram contra ti”. v.32 O rei perguntou ao etíope: “O jovem Absalão está bem?”O etíope respondeu: “Que os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se levantam para te fazer mal acabem como aquele jovem!”.
a) Os sofrimentos e aflições sempre chegam em grandes grupos; é assim que o inimigo quer derrubar o crente com repentina violência.


3
. Os inimigos de Davi declararam que os infortúnios dele eram o resultado da inimizade de Deus contra ele: São muitos os que dizem a meu respeito: “Deus nunca o salvará!”, v.2. cf. II Sm 16.8 O SENHOR retribuiu a você todo o sangue derramado na família de Saul, em cujo lugar você reinou. O SENHOR entregou o reino nas mãos de seu filho Absalão. Você está arruinado porque é um assassino!”.
a) Talvez até alguns dos amigos de Davi chegaram a perder a esperança, achando que realmente Deus deixara de ampará-lo.


4. Confiança. v.3 Mas tu, Senhor, és o escudo que me protege; és a minha glória e me fazes andar de cabeça erguida.
a) Parecia que Davi estava exposto aos dardos de falsos amigos, mas Deus era a sua proteção total; parecia que estava lançado em total abatimento, mas Deus era a sua glória.


5. Oração. v.4 Ao Senhor clamo em alta voz, e do seu santo monte ele me responde. O "santo monte" era o monte Sião, onde permanecia a Arca da Aliança.
a) Ver II Sm 15.25 Então o rei disse a Zadoque: “Leve a arca de Deus de volta para a cidade. Se o SENHOR mostrar benevolência a mim, ele me trará de volta e me deixará ver a arca e o lugar onde ela deve permanecer.
b) I Sm 4.3 Quando os soldados voltaram ao acampamento, as autoridades de Israel perguntaram: “Por que o SENHOR deixou que os filisteus nos derrotassem?” E acrescentaram: “Vamos a Siló buscar a arca da aliança do SENHOR, para que ele vá conosco e nos salve das mãos de nossos inimigos”. v.4 Então mandaram trazer de Siló a arca da aliança do SENHOR dos Exércitos, que tem o seu trono entre os querubins. E os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, acompanharam a arca da aliança de Deus. v.5 Quando a arca da aliança do SENHOR entrou no acampamento, todos os israelitas gritaram tão alto que o chão estremeceu. v.6 Os filisteus, ouvindo os gritos, perguntaram: “O que significam todos esses gritos no acampamento dos hebreus?” Quando souberam que a arca do SENHOR viera para o acampamento...
c) A confiança de Davi em Deus.
d) Davi orou com a sua voz.


6. Paz. v.5 Eu me deito e durmo, e torno a acordar, porque é o Senhor que me sustém. A mão de Deus era como travesseiro para ele.


7. Coragem. v.6 Não me assustam os milhares que me cercam. Deus libertou Davi do medo.
a) v.7 Levanta-te, Senhor! Salva-me, Deus meu! Quebra o queixo de todos os meus inimigos; arrebenta os dentes dos ímpios. Esta confiança em Deus baseia-se em vitórias que Deus lhe concedeu em ocasiões anteriores.


8. Quando Davi era pastor de ovelhas, feria os ursos e os leões quando vinham contra as ovelhas (I Sm 17.34 Davi, entretanto, disse a Saul: “Teu servo toma conta das ovelhas de seu pai. Quando aparece um leão ou um urso e leva uma ovelha do rebanho, v.35 eu vou atrás dele, dou-lhe golpes e livro a ovelha de sua boca. Quando se vira contra mim, eu o pego pela juba e lhe dou golpes até matá-lo.)


9. Testemunho. v.8. Do Senhor vem o livramento. Davi quis dizer que a libertação e a vitória pertencem exclusivamente à vontade de Deus, cf. Zc 4.6 “Esta é a palavra do SENHOR para Zorobabel: ‘Não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito’, diz o SENHOR dos Exércitos.


10. Intercessão. O Salmo termina com a oração que Davi proferiu a favor dos seus súditos. A tua bênção está sobre o teu povo. Este povo, mesmo caído em rebeldia, ainda pertence ao Senhor.
(Êx 32.31 Assim, Moisés voltou ao SENHOR e disse: “Ah, que grande pecado cometeu este povo! Fizeram para si deuses de ouro.)
(Lc 23.34 Jesus disse: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”. Então eles dividiram as roupas dele, tirando sortes.)



Que Deus abençõe a todos
José Carlos Batista
langreen@globo.com

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Israel e a vinda do Senhor Jesus

Não é de admirar que
– apesar de todos os esforços –
não se chega a um acordo no Oriente Médio,
e que o cerne da questão é justamente Jerusalém!
A Bíblia diz em Zacarias 12.2-3:
"Eis que eu farei de Jerusalém
um cálice de tontear para todos os povos em redor...
Naquele dia,
farei de Jerusalém uma pedra pesada
para todos os povos;
todos os que a erguerem se ferirão gravemente;
e, contra ela,
se ajuntarão todas as nações da terra".
A questão não é:
"Quanto Israel é religioso?",
mas:
"Quanto Israel é bíblico?"
O povo
Os judeus são em primeiro lugar um só povo.
Não uma religião pela qual cada um
se decide individualmente,
mas um povo pelo qual Deus se decidiu.
Pois como descendentes de Abraão,
Isaque e Jacó foram escolhidos por Deus,
sendo, portanto, um só povo por descendência.
O fato dos escolhidos
adorarem o Deus que os escolheu,
a JHWH,
é apenas uma conseqüência dessa eleição divina.
Por exemplo,
reconhece-se que os judeus são um só povo,
por fazerem parte do povo de Deus inclusive
aqueles judeus que não têm vínculo
algum com a religião judaica.
Nos quase 2.000 anos de diáspora
(dispersão) entre todos os povos,
os judeus continuaram isolados como um povo
e sobreviveram a todas as ondas de perseguição.
Assim Deus preservou os judeus como um povo
– os religiosos e os não-religiosos
– até aos dias de hoje.
O Estado de Israel é, portanto,
a continuação do povo bíblico,
o que se mostra inclusive nos cohanin,
os descendentes de Arão,
que são os únicos a possuírem o gene YAP DYS19B.
A terra
"Tomar-vos-ei de entre as nações,
e vos congregarei de todos os países,
e vos trarei para a vossa terra.
Habitareis na terra que eu dei a vossos pais.
(Ez 36.24,28a).
Quando, no começo do século,
o movimento sionista
enfrentou resistência em seus esforços
de se estabelecer em Eretz Israel
(a terra de Israel),
surgiu a tentação de se
criar o Estado judeu em Madagáscar ou em Uganda.
Mas por esta não ser a pátria bíblica,
esses planos
resultaram em nada.
Assim, o Estado de Israel surgiu,
apesar de toda a oposição,
nas terras bíblicas segundo as promessas divinas,
e as novas aldeias e vilas foram sendo construídas
em cima de ruínas de lugares bíblicos.
Nisso se reconhece que Deus
trouxe os judeus de volta
para sua pátria bíblica.
A língua
A língua oficial de Israel
é o hebraico bíblico enriquecido
com vocábulos modernos e se chama "ivrit".
Isso significa que hoje poderíamos
conversar com o rei Davi,
com o profeta Isaías e com o apóstolo Paulo.
Elieser Ben-Yehuda (1858-1922)
ressuscitou e deu nova vida ao hebraico bíblico,
que, na Diáspora,
era a linguagem usada na liturgia
e na teologia.
A língua hebraica se manteve
em seu estado original
e não se modificou com o passar do tempo
como aconteceu com as outras línguas vivas
(por exemplo, o grego)
porque ficou hibernando por quase 2.000 anos
e conservou-se igual ao
hebraico bíblico original.
A moeda
Já há 2.000 anos a.C. o "shekel"
(siclo) era uma moeda.
Abraão pagou a caverna de Macpela
com 400 siclos de prata (Gn 23).
O siclo era a moeda para se pagar
o tributo ao templo em Jerusalém.
Em 1982,
Israel reintroduziu essa moeda bíblica
e passou a usar outra vez o siclo
como moeda corrente.
A religião
Outras religiões se modificaram,
reformas e contra-reformas adaptaram
as religiões ao espírito de cada época.
Com o judaísmo não foi assim.
A religião judaica se ateve teimosamente
aos preceitos da Bíblia.
Nem o hebraico bíblico podia ser revisado,
para se ter a garantia de que as normas
e mandamentos religiosos oriundos da Bíblia,
as orações,
festas e rituais se mantivessem inalterados.
Do sábado não se fez o domingo,
os dias continuam a começar pelo anoitecer,
a direção para se orar continua sendo Jerusalém.
A circuncisão, o xale de oração,
a trombeta de chifres tocada nas festas
e os rolos da Torá escritos à mão
continuam sendo os mesmos como nos tempos bíblicos.
A legislação
Apesar de Israel ser um Estado democrático moderno,
sua legislação se baseia em fundamento bíblico.
Assim, em Israel não existe casamento civil,
só a cerimônia religiosa rabínica,
segundo a qual os cohanin (descendentes de Arão)
não podem casar com pessoas separadas.
Contratos de arrendamento só têm validade por 49 anos,
para que no 50º ano, que é ano de jubileu,
tudo volte às mãos de seus proprietários originais.
Soldados israelenses prestam juramento
com a Bíblia sobre o peito e com a arma na mão.
E ainda não existe uma Constituição em Israel.
Desse modo, a lei bíblica continua sendo
a instância máxima para a legislação em Israel.
Tudo em Israel...
...tem idade bíblica, mas isso não faz de Israel um museu.
Ele é um dos países mais modernos do mundo.
Em outros lugares se abandonam
as tradições dos antepassados,
mas em Israel existe uma volta à antiga Bíblia.
Assim,
Israel vai se tornando mais e mais
um recipiente com formato bíblico para,
algum dia, estar em condições de receber em si
o Espírito de Deus (Ez 37 e Jr 31).
Por enquanto Israel é bíblico
apenas em sua forma exterior,
mas interiormente ainda não,
contudo todas as coisas têm a sua hora para acontecer.

ISRAEL E A BIBLIA

A questão não é: "Quanto Israel é religioso?", mas: "Quanto Israel é bíblico?"
Encontramos o fio da meada para a resposta em Ezequiel 37. Segundo a seqüência lá encontrada, primeiro os judeus retornam à sua terra como monte de "ossos secos" vindos da dispersão para Sião. Enfim de volta à terra de seus pais, "havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles", isto é, os que voltaram para casa se tornaram um corpo nacional, o que começou a acontecer em 1948 com a fundação do Estado judeu. Só bem no final, como terceira e última etapa, o Espírito de Deus entrará neles. Só então, a sua posição de direito se transformará de fato na situação para que foram predestinados e que corresponde ao caráter que deveriam ter, ou seja, eles se tornarão em povo santo de Deus também na prática. Atualmente o corpo está se formando, o recipiente vazio toma forma, o que representa a condição para que possa receber dentro de si o Espírito de Deus. Nos exemplos a seguir podemos ver que o recipiente já vai assumindo formato bíblico:
O povo
Os judeus são em primeiro lugar um só povo. Não uma religião pela qual cada um se decide individualmente, mas um povo pelo qual Deus se decidiu. Pois como descendentes de Abraão, Isaque e Jacó foram escolhidos por Deus, sendo, portanto, um só povo por descendência. O fato dos escolhidos adorarem o Deus que os escolheu, a JHWH, é apenas uma conseqüência dessa eleição divina. Por exemplo, reconhece-se que os judeus são um só povo, por fazerem parte do povo de Deus inclusive aqueles judeus que não têm vínculo algum com a religião judaica. Nos quase 2.000 anos de diáspora (dispersão) entre todos os povos, os judeus continuaram isolados como um povo e sobreviveram a todas as ondas de perseguição. Assim Deus preservou os judeus como um povo – os religiosos e os não-religiosos – até aos dias de hoje. O Estado de Israel é, portanto, a continuação do povo bíblico, o que se mostra inclusive nos cohanin, os descendentes de Arão, que são os únicos a possuírem o gene YAP DYS19B.
A terra
"Tomar-vos-ei de entre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. Habitareis na terra que eu dei a vossos pais. (Ez 36.24,28a). Quando, no começo do século, o movimento sionista enfrentou resistência em seus esforços de se estabelecer em Eretz Israel (a terra de Israel), surgiu a tentação de se criar o Estado judeu em Madagáscar ou em Uganda. Mas por esta não ser a pátria bíblica, esses planos resultaram em nada. Assim, o Estado de Israel surgiu, apesar de toda a oposição, nas terras bíblicas segundo as promessas divinas, e as novas aldeias e vilas foram sendo construídas em cima de ruínas de lugares bíblicos. Nisso se reconhece que Deus trouxe os judeus de volta para sua pátria bíblica.
A língua
A língua oficial de Israel é o hebraico bíblico enriquecido com vocábulos modernos e se chama "ivrit". Isso significa que hoje poderíamos conversar com o rei Davi, com o profeta Isaías e com o apóstolo Paulo. Elieser Ben-Yehuda (1858-1922) ressuscitou e deu nova vida ao hebraico bíblico, que, na Diáspora, era a linguagem usada na liturgia e na teologia. A língua hebraica se manteve em seu estado original e não se modificou com o passar do tempo como aconteceu com as outras línguas vivas (por exemplo, o grego) porque ficou hibernando por quase 2.000 anos e conservou-se igual ao hebraico bíblico original.
A moeda
Já há 2.000 anos a.C. o "shekel" (siclo) era uma moeda. Abraão pagou a caverna de Macpela com 400 siclos de prata (Gn 23). O siclo era a moeda para se pagar o tributo ao templo em Jerusalém. Em 1982, Israel reintroduziu essa moeda bíblica e passou a usar outra vez o siclo como moeda corrente.
A religião
Outras religiões se modificaram, reformas e contra-reformas adaptaram as religiões ao espírito de cada época. Com o judaísmo não foi assim. A religião judaica se ateve teimosamente aos preceitos da Bíblia. Nem o hebraico bíblico podia ser revisado, para se ter a garantia de que as normas e mandamentos religiosos oriundos da Bíblia, as orações, festas e rituais se mantivessem inalterados. Do sábado não se fez o domingo, os dias continuam a começar pelo anoitecer, a direção para se orar continua sendo Jerusalém. A circuncisão, o xale de oração, a trombeta de chifres tocada nas festas e os rolos da Torá escritos à mão continuam sendo os mesmos como nos tempos bíblicos.
A legislação
Apesar de Israel ser um Estado democrático moderno, sua legislação se baseia em fundamento bíblico. Assim, em Israel não existe casamento civil, só a cerimônia religiosa rabínica, segundo a qual os cohanin (descendentes de Arão) não podem casar com pessoas separadas. Contratos de arrendamento só têm validade por 49 anos, para que no 50º ano, que é ano de jubileu, tudo volte às mãos de seus proprietários originais. Soldados israelenses prestam juramento com a Bíblia sobre o peito e com a arma na mão. E ainda não existe uma Constituição em Israel. Desse modo, a lei bíblica continua sendo a instância máxima para a legislação em Israel.
Tudo em Israel...
...tem idade bíblica, mas isso não faz de Israel um museu. Ele é um dos países mais modernos do mundo. Em outros lugares se abandonam as tradições dos antepassados, mas em Israel existe uma volta à antiga Bíblia. Assim, Israel vai se tornando mais e mais um recipiente com formato bíblico para, algum dia, estar em condições de receber em si o Espírito de Deus (Ez 37 e Jr 31). Por enquanto Israel é bíblico apenas em sua forma exterior, mas interiormente ainda não, contudo todas as coisas têm a sua hora para acontecer. (israel heute)
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